
Histórico do grupo
O Teatro em Trâmite iniciou suas atividades em 2003, na cidade de Florianópolis. Atualmente o grupo é formado por: André Francisco, Fernando Cruz, Loren Fischer, Chaiany Gracietti, Giovanna Colombi, Luis Koerich, Marcus Maglia e Giselle Kincheski.
Com uma prática teatral de caráter experimental o grupo vem pesquisando, desde a sua fundação, as possibilidades dos espaços cênicos, a dramaturgia do ator e a criação de textos próprios. Ainda faz parte do trabalho do grupo a aproximação com a música e com a dança, na construção de uma estética particular.
Do teatro de formas animadas à montagem de espetáculos em espaços alternativos, o Teatro em Trâmite procura investigar as diversas possibilidades teatrais a fim de renovar as linhas convencionais do teatro e encontrar novos caminhos para a cena contemporânea.
Além da montagem de espetáculos e da pesquisa das possibilidades da linguagem cênica na contemporaneidade, o Teatro em Trâmite desenvolve também projetos de cunho educacional, performances artísticas e intercâmbios com outras companhias teatrais do Brasil e do exterior. Aqui tem destaque a parceria com a Persona Cia de Teatro, que junto com o grupo mantém uma escola de arte: a Camarim (escolacamarim.com.br), onde o grupo hoje está sediado.
Hoje o grupo dedica-se aos seguintes projetos: – Teatro Pequeno, composto de monólogos dos atores integrantes do grupo. (manutenção e montagem dos espetáculos); A Galinha Degolada, em parceria com a Persona Cia de Teatro. (circulação do espetáculo); Projeto pedagógico de criação de oficinas regulares para interessados de todas as idades, buscando assim aproximar o teatro da comunidade; O espetáculo ‘barro’, trabalho de rua baseado na obra de Manoel de Barros. (apresentações e circulação); ensaios do espetáculo ‘’O Triunfo da medicina…” em parceria com a Trupe Popular Parrua, com estréia prevista para 2012.
O caminho que queremos
O Teatro em Trâmite amadureceu. Deixamos os anseios estéticos por uma proposta clara de pesquisa e formação. Desde o começo já traçávamos esses caminhos, mas agora estamos trilhando o percurso com mais segurança. A busca por um teatro experimental, vivo, instigante tanto do ponto de vista estético, quanto do conteúdo.
Nos últimos dez anos, desde que a idéia do grupo começou a tomar corpo, a vontade de estabelecer uma relação próxima dos atores com a platéia, levou o grupo a desenvolver linhas claras de pesquisa. Hoje, pensamos em espaço e pensamos em interpretação como um binômio inseparável, capaz de transformar a cena em um lugar de encontro entre atores e público.
Pensamos também em música como o complemento desta relação. A música na cena do grupo tem mais do que uma função de ambientação, ela compõe a dramaturgia, sendo, quando utilizada, capaz de ser mais uma linha dessa teia que tecemos junto com o nosso público.
O momento é de formação. Investimos em pesquisa e estudo, renovamos nosso elenco a partir de alunos formados na nossa escola. Esse processo têm ajudado a aproximar pessoas que acreditam no mesmo teatro que nós, e que se dispõe a enfrentar as perguntas que nos fazemos todo dia: Porque fazer teatro, para quem, como e que teatro queremos fazer. O grupo segue buscando caminhos coletivos, saídas coletivas, criações coletivas.
Sem preconceitos, o grupo se aproxima de completar sua primeira década com o frescor de seus primeiro anos, curioso e motivado à pesquisa. Um coletivo de artistas que espera desenvolver seu trabalho de maneira a se aproximar cada vez mais do seu público. Um coletivo teatral que procura uma cena viva e capaz de emocionar, surpreender e fazer refletir.
Trâmite é caminho, via, processo. E foi assim que até agora construímos a nossa história, como uma história viva. E é assim que pretendemos continuar a fazer nossa arte: como uma maneira de se manter em movimento.
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